Bandeira Quadriculada?

As luzes se apagam. Ao seu lado, Hamilton dispara na ponta, enquanto Alonso invade seu retrovisor. Uma volta perfeita em Monza ou apenas a fuga policial que ficou eternizada em nossas memórias. Uma paixão que nos conduziu pelos caminhos virtuais de Sega Rally e Daytona USA. Sonhos realizados pela tela de nossos PCs. Mais do que nunca, os simuladores precisam do famoso botão “Restart”.
Após a reportagem divulgada pelo jornal The New York Times, de circulação nacional e internacional, vista com maus olhos pelos gamers, a bomba se vira para os jogos de carros. A discussão sobre a atual situação dos simuladores tomou conta das páginas do site Next-Gen a perguntar se esta seria a última volta ou a bandeira quadriculada, para nossos simuladores.
Como um triste exemplo, a franquia Need For Speed alcançou apenas o quinto lugar em vendas na passagem do ano e Project Ghotman Racing, no Xbox, não trouxe novamente o glamour de seus antecessores.

O site reuniu produtores ativos em todas as plataformas, incluindo os produtores de Project Ghotman Racing, para Xbox, Colin McRae, multiplataforma, Motorstom, para PS3, entre outros. Quando questionados sobre o melhor jogo no mercado, Test Drive: Unlimited foi decisão unanime em razão das novas tecnologias apresentadas pelo jogo da Atari, além do nível de diversão e velocidade que, certas vezes, são limitados nos simuladores àqueles com certo nível de experiência.
“Nós não estamos tentando transformar o jogador em um piloto de rali, nós priorizamos a ação e em proporcionar aos jogadores a percepção de um piloto, sem necessariamente ser bom nisso. É criar emoção e sensação mais do que simulação”, afirmou Nigel Kershaw, produtor de Motorstom.
Jogos como GTR e RACE 07 eliminam uma grande parcela de jogadores que procuram algo mais descomprometido. Jogos como Sega Rally e Need For Speed, onde alguns minutos e, talvez, segundos, já ensinam ao jogador o caminho da vitória ainda são os favoritos do público. Não que simuladores tenham se perdido: ainda há e continua a crescer o interesse por jogos como Gran Turismo, GT Legends e rFactor. Entretanto, em números gerais, jogadores de fim de semana ainda preferem o velho Need For Speed ou Test Drive. Como uma previsão, o vídeo promocional de GTR 2 afirma separar amadores dos pilotos.
“É preciso vender aquilo que consumidores querem comprar: destruição e batidas – é isso que agrada o público. É difícil vender o mesmo realismo de um piloto de corridas”, afirmou Raeburn produtor executivo da Codemasters de DIRT e GRID.
No decorrer da entrevista também é discutida a nova geração do automobilismo virtual. Geração esta que já chegou aos RPGs e outros gêneros. Como exemplo, os PCs ainda usam a tecnologia gMotor, implementada no mercado há cinco anos atrás. GTR 2 e rFactor estão perdidos em uma geração gráfica já superada por Gran Turismo e Forza Motorspots. Não que sejam jogos “feios”, entretanto é notável que estacionaram no tempo e a cada dia perdem ainda mais do brilho gráfico.

É vísivel que o mercado, principalmente nos PCs, ainda precisa evoluir e atingir o novo padrão tecnológico. Estaríamos saindo da pista? Talvez apenas um longo Pit-Stop. Por favor, troquem os pneus.