Thursday, December 20, 2007


 Need For Speed exige mais que uma análise ou crítica. A série ganhou o mundo e escreveu sua história, ao descobrir as estradas que levam aos nossos corações apaixonados por automobilismo. Seríamos conduzidos por estradas sinuosas, a bordo de Ferraris e Lamborghinis, sob o som das sirenes policiais, saciando a necessidade por velocidade, contida na estante de nossos quartos. Subitamente, nos tornaríamos personagens da arte da modificação a acelerar pela noite e correr por pistas que marcariam o apagar das luzes. Um livro que folheamos, entre as curvas da história do automóvel, a saborear a sensação única de cada largada. Retornamos ao ano de 1995. A garagem de emoções abre suas portas.

THE NEED FOR SPEED (1995)

A Electronic Arts lança o primeiro Need For Speed sob sua marca, baseado na versão existente para 3DO em 1994, em parceria com a revista americana de automóveis Road and Track. Os destaques da edição incluem a Ferrari 512 TR e o famoso Dodge Viper. O jogo receberia sua “Speecial Edition” em 1996. A versão contava com o suporte do DirectX 2 que, atualmente, encontra-se na reta final da sua nona versão. O jogo ainda possibilitava partidas em rede via TCP/IP e utilizava-se do Windows DOS.


NEED FOR SPEED 2 (1997)


A série recebeu sua continuação em 1997 com uma bela lista de bólidos, incluindo a Ferrari F50 e o protótipo Ford Indigo. A lista de pistas também não decepciona, com cenários em diversos continentes e uma pista off-road. O jogo fica marcado pela visão interior dos carros. A introdução destaca uma disputa entre o Jaguar XJ 220 e o Italdesing Cala que, curiosamente, ultrapassam dois carros populares que rodam em território nacional.


NEED FOR SPEED 3: HOT PURSUIT (1998)

Need For Speed recebe o nome que consagraria a série para sempre. Com o título Hot Pursuit, em 1997, as perseguições policiais ganhariam cenas cinematográficas, ajudadas pela constante evolução gráfica. Os cenários continuam a ser um dos maiores diferenciais na edição. Em 2002, Hot Pursuit receberia uma nova versão que seria considerada como o apogeu da série em seus treze anos de vida.



NEED FOR SPEED 4: HIGH STAKES (1999)

High Stakes é considerado, por muitos, um dos melhores jogos de toda a série, com destaque para lista de carros, incluindo desde Pontiacs a Porsches e Ferraris. O título que foi vendido com o nome Road Challenge na Europa e no Brasil, trazia pistas da versão anterior e um sistema de danos nos carros. O jogo marcaria o fim da opção tela dividida, introduzida em Need For Speed 2.

NEED FOR SPEED: PORSCHE UNLEASHED (2000)



Como o título sugere, Need For Speed ganha uma versão de licença exclusiva: a marca alemã Porsche. O título inclui uma vasta seleção de cenários e ajuda a contar a história de uma das empresas mais famosas no mundo do automóvel, passando dos primeiros Porsches aos protótipos e carros atuais. Como a introdução, Porsche Unleashed é um convite a uma garagem de sonhos.

NEED FOR SPEED: HOT PURSUIT 2 (2002)

Hot Pursuit 2 marca a entrada da série na nova geração gráfica dos PCs. O jogo é considerado a síntese de toda a coleção, agregando grandes carros e variações de cenários. Como um gol de Ronaldo, a EA marcava o seu também, obrigando muitos a atualizarem seus computadores. Hot Pursuit 2 é aclamado por conhecedores como o melhor jogo da série, somados gráficos, cenários e máquinas. O jogo é o topo da montanha-russa, antes da queda fatal nos mundos obscuros de Underground.

NEED FOR SPEED: UNDERGROUND (2003)


Aproveitando a carona na onda tuning provocada pelo filme “Velozes e Furiosos”, Underground surpreende os jogadores. O jogo marca uma nova era em Need For Speed, incluindo a possibilidade da inédita customização visual e mecânica nos carros do jogador. Dois grandes modos de jogo foram executados: Drift, a competição de derrapagens japonesas, e Drag, as famosas arrancadas. A introdução do título lembra as primeiras cenas de “+Velozes e +Furiosos”. Infelizmente, os cenários com pouca criatividade, sempre noturnos, e carros populares, com raras exceções, dariam início a uma das maiores quedas de qualidade em uma série de jogos de carros. Underground popularizou a série entre os brasileiros, em uma onda de vendas e cópias ilegais, principalmente ao público jovem que até então desconhecia a série.

NEED FOR SPEED: UNDERGROUND 2 (2004)


Underground 2, surpreendentemente, mesmo após o apagar de sua primeira versão, trouxe uma nova esperança aos jogadores. O jogo implantou uma única cidade, onde o jogador encontrou-se com o livre poder de exploração e interação com carros controlados pelo computador, com a possibilidade de corridas ou, os conhecidos rachas, e apostas. A lista de carros ainda é fraca, mas traz entre outros destaques, sport utilities urbanos, como o Cadillac Escalade. Apesar de algumas novas modificações e das derrapagens, desta vez nas montanhas, o jogo se mostra monótono com o passar do tempo.

NEED FOR SPEED: MOST WANTED (2005)


Most Wanted parecia ter a fórmula do sucesso. Por um lado, como o título sugere, os famosos tiras retornam à série com viaturas destrutíveis e a escuridão cede lugar a uma paisagem diurna. O tuning não foi abandonado, na tentativa de agregar somente em um jogo duas grandes massas de fãs. Até certo ponto, é divertido acumular pontos destruindo viaturas. Entretanto, a pontuação exigida aumenta em níveis estrondosos, enquanto todo o esforço do jogador pode ser perdido numa entrada errada ou em uma batida mal calculada. A lista de bólidos teve vísivel melhora, incluindo Porsche, Mercedes e BMW.


NEED FOR SPEED: CARBON (2006)



Carbon ressuscita as corridas noturnas na série, aproveitando-se das perseguições policiais, como uma possível resposta ao filme Velozes e Furiosos: Tokyo Drift. O jogo tem como tema principal as perigosas corridas entre caynons. A lista de carros é semelhante à Most Wanted e inclui o Chevolet Camaro Concept como um dos destaques.


NEED FOR SPEED: PRO STREET (2007)

Pro Street marca o nascimento de um novo Need For Speed. Pela primeira vez na série, após algumas discretas tentativas, há um sistema de danos no carro do jogador, equiparado a simuladores como GTR 2 e RACE. O controle dos carros também foi trabalhado em relação às versões anteriores, exigindo um pouco de atenção do jogador em pontos como freadas e controle de tração. Contudo, Pro Street revela-se um jogo “Arcade”, como os antecessores. O pouco de realidade adicionado valoriza o jogo, mas se torna a prova definitiva que Need For Speed deve manter as características que o consagraram, como se nos despertasse novamente o desejo do velho jogo, esquecido na gaveta, que um dia roubou corações.

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