MOMO Racing Force Feedback
Ainda lembro do NASCAR Racing 2 ou do Need For Speed, em sua primeira versão, instalados no computador do papai. Recordo o volante ThrustMaster, poucos botões, câmbio sequencial independente e pedais. Desde aquela época, o PC sofreria ainda várias mudanças e, muitas delas, beneficiando os gamers.
Tinha algumas idéias sobre o que comprar, mas, surpreendi-me ao pesquisar na Amazon, loja americana on-line, com o preço do MOMO Racing Wheel Force Feedback. Force Feedback é o motor na parte interior do controle que faz o volante reagir de acordo com as condições do veículo ou da pista. Essas sensações podem variar de um jogo de rali como DIRT para um jogo GT, como GTR, ou ainda podem ser inexistentes, se o jogo tem uma parte de controles mal estruturada.
Nos últimos anos, possuí um Microsoft SideWinder, e mesmo com alguns problemas no plug USB, durante os últimos meses de uso, o volante ainda estava em boas condições de uso, prova de sua alta durabilidade. Entretanto, em janeiro, finalmente, o carro da UPS, empresa de correios americano, estacionou em minha rua. Aquela caixa com a logomarca Logitech reservava-me algumas surpresas.
A primeira delas não foi muito agrádavel. Após uma longa instalação, o sistema Force Feedback parecia não funcionar. O volante é leve e suas luzes estavam apagadas. Entretanto, ao ler o manual mais uma vez, lembramos de ligar o equipamento na tomada. Duas luzes verdes se acenderam, como se anunciassem a largada.

Geralmente, volantes não fixam-se completamente a mesa, e com o tempo, soltam-se. Entretanto, o MOMO, com fixação superior e inferior, mostrou-se bastante firme durante os meses de uso, fornecendo conforto ao jogador.
Uma vantagem em relação ao volante da Microsoft está nas opções de marcha. Além das famosas marchas borboletas encontradas em carros de Fórmula 1 e alguns carros de rua, ainda há um câmbio sequencial, correspondente a dois botões.
Mesmo com uma longa instalação, em nenhum momento o software exige uma configuração manual, essencial neste tipo de hardware. A consequência é evidente na tela de controles do GTR 2, onde percebe-se uma pequena margem de erro no centro do volante, corrigido logo em seguida à primeira corrida, após diversas tentativas forçadas de centralização.
Com algumas voltas de prática, diferentemente do teclado, já é possível brigar por posições e acompanhar a dura inteligência artificial de GTR 2. Nos primeiros momentos, o volante parece extremamente pesado, assim como um carro real, entretanto, com o tempo essa característica torna a pilotagem estável, diferenciando-se do Microsoft SideWinder sem Force Feedback, leve e sensível a erros.
Após algumas frustrantes tentativas de controlar as máquinas de GTR 2 no teclado, uma solução comumente usada nos Grand Prix, consiste nas teclas A e Z, aceleração e freada, e ponto e vírgula, direita e esquerda. As máquinas de GTR 2 tornam-se altamente sensíveis no teclado e são perdidos preciosos segundos em curvas que, no volante, podem ser feitas duas marchas acima do recomendado pelo jogo. A diferença nas voltas é visível, sendo 15 ou 20 segundos mais rápidas no volante quando comparado ao teclado. GTR 2 oferece um bom suporte ao Force Feedback, onde o sistema já é recomendado pelos fabricantes. É possível sentir o volante tremer quando o carro ou as rodas estão fora do asfalto, assim como em batidas fortes, onde o equipamento balança bruscamente com a pressão provocada pelo guardrail ou por outros objetos.
O Force Feedback torna-se evidente em Flat Out 2, que mistura batidas e corridas, principalmente, na terra, semelhante ao clássico Destruction Derby 2. Após uma colisão, o sistema reage como o esperado em um carro normal. Os saltos também influenciam no Force Feedback, com uma força que parece ser criada na parte inferior do volante. Já DIRT oferece sensações diferentes em cada terreno, incluindo buracos e cascalho.
Infelizmente, o volante parece ser fraco para suportar toda a força exercida. O equipamento se comporta brilhantemente em jogos como GTR 2 e GT Legends, fornecendo alguns efeitos e mantendo a direção estável. Entretanto, em jogos como Test Drive Unlimited, o suporte ao sistema é inexistente. Por ser um jogo mais aberto ao público em geral, as curvas são velozes e muitas vezes, consecutivas. Após alguns dias de jogo, o volante perdeu sua força centralizadora, impedindo que o equipamento recupere seu centro após um esforço excessivo. Mesmo desligando o Force Feedback, o volante continou demonstrando o mesmo problema, algo que pode atrapalhar o jogador em jogos que exijam reações rápidas como DIRT e Need For Speed, por exemplo.
Conclusão
MOMO Racing Force Feedback é o volante dos simuladores. Em jogos como GTR 2, Grand Prix ou rFactor, o volante garante estabilidade ao piloto, facilitando o controle do carro e resultando em voltas extremamente velozes, se comparadas ao teclado. Infelizmente, MOMO mostra sua fraqueza em jogos menos realistas, onde o equipamento não consegue suportar viradas bruscas. MOMO é um dos melhores e mais caros volantes existentes no Brasil, apesar do preço, os amantes de simuladores encontrarão um equipamento de absoluto realismo e precisão. Fãs de Test-Drive e Need For Speed deveriam optar por outro volante, preferencialmente sem Force Feedback. Porém, certos detalhes os vendedores não contam.

Dados Gerais:
Fabricante: Logitech
Force Feedback
Botões: 10
Marcha: borboleta e sequencial
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